Receita enterprise recorrente, construída sobre prevenção e não sobre crise
A estrutura abaixo descreve as linhas de receita e a lógica por trás delas. Os valores são deliberadamente omitidos: o preço deve ser definido com uma primeira coorte de contas enterprise reais, não afirmado de antemão.
Linhas de receita
Seis linhas, três delas recorrentes
Taxa de Plataforma Enterprise
Assinatura anual por grupo de entidades
Onboarding e Mapeamento de Risco
Engajamento pontual por entidade
Monitoramento Contínuo
Recorrente, escalonado por cadência
Stress Tests Criminais
Por exercício
Ativação de Incident Room
Taxa de ativação mais período de uso intensivo
Licença / API para Bancas
Licença por assento ou por caso
Lógica de unit economics
Conceitual, a validar com a primeira coorte
- A aquisição é liderada pelo conselho e movida por relacionamento, então o custo por conta é alto e o volume é baixo. O modelo só funciona com alto valor anual de contrato e retenção plurianual.
- O onboarding é a fase de maior esforço no início; à medida que os templates setoriais e a ontologia amadurecem, o tempo de mapeamento por entidade cai enquanto o preço se mantém.
- O monitoramento contínuo é a linha que compõe valor: o custo por entidade cai com automação enquanto o grafo acumulado torna a troca progressivamente mais difícil.
- A ativação de incidente é volátil e nunca deve ser modelada como receita central — é uma capacidade que justifica a assinatura.
- A inferência de modelo é um custo de insumo pequeno e controlável, e o router permite otimizá-la por classe de tarefa sem tocar no produto.
Posicionamento
Empresa de tecnologia, não banca de advocacia
O RCI é estruturado como uma empresa RiskTech independente. Vende software de apoio à decisão e inteligência de risco estruturada. Não presta consultoria jurídica nem emite pareceres legais.
O papel do idealizador estratégico é de fundador e arquiteto de domínio: a ontologia, o método adversarial e o padrão de prontidão probatória vêm da prática de defesa criminal. Essa expertise está embutida no produto, não é entregue como serviço através dele.
A plataforma permanece agnóstica a bancas. Escritórios podem licenciá-la; nenhum a detém. Empresas podem adotá-la sem trocar de advogado, o que é o que torna a categoria vendável em escala.
A separação entre tecnologia e aconselhamento jurídico é um ativo comercial, não uma limitação: é o que permite vender o mesmo produto simultaneamente a empresas, seguradoras, fundos e bancas concorrentes.
Lógica de mercado
TAM qualitativo — quem tem a exposição e o orçamento
Grandes empresas em setores regulados
Aviação, mineração, energia, saúde, farmacêutico, serviços financeiros e construção carregam responsabilidade pessoal de executivos e exposição criminal que os frameworks de compliance não modelam.
Bancas de advocacia
Práticas criminais e regulatórias querem um produto preventivo para vender antes da crise e uma posição probatória estruturada quando ela chega.
Seguradoras e corretoras
A subscrição de D&O e responsabilidade carece de dados de risco estruturados, comparáveis e por entidade. Melhor prontidão probatória é sinal de subscrição.
Private equity e fundos
Diligência de risco criminal pré-aquisição e monitoramento de portfólio pós-aquisição, onde um incidente destrói valor mais rápido que qualquer falha operacional.
Family offices e controladores
Exposição pessoal concentrada em múltiplas operacionais, sem qualquer visão consolidada dela.
Conselhos e comitês de auditoria
Conselheiros são cada vez mais chamados a comprovar o que sabiam, quando souberam e o que fizeram a respeito.